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Betim seguirá as determinações do governo de Minas que decretou a onda roxa para todos os municípios mineiros, que passa a valer a partir de amanhã, 17, com medidas mais rígidas de isolamento social, que inclusive terá o toque de recolher, entre 20 horas e 5 horas da manhã.
A adesão foi confirmada pelo prefeito Vittorio Medioli durante uma live hoje à tarde e tem validade para os próximos 15 dias, podendo ser prorrogada. O prefeito explicou que, apesar de não concordar com o fechamento total - pois defende certa flexibilização em favor do faturamento de muitas famílias -, vai cumprir as determinações do Estado.
A onda roxa também proíbe a circulação de pessoas sem o uso de máscara de proteção, seja em espaços públicos e privados, que sejam de uso coletivo. Eventos públicos e privados também não estão autorizados a acontecer, mesmo que respeitem as regras de distanciamento social. Da mesma maneira, os cultos religiosos estão suspensos. A regra também cita o veto para realização de reuniões presenciais, inclusive de pessoas da mesma família que não coabitam.
As novas restrições estão determinadas no decreto 42.602, que será publicado em edição extra do Órgão Oficial do Município, na noite de hoje, explicando detalhadamente o que pode ou não funcionar. Em caso de descumprimento, pessoas físicas e jurídicas serão submetidas a penalidades.
Se algum prefeito dos 853 municípios mineiros decidir pelo não cumprimento das restrições determinadas pela onda roxa, poderá ser punido posteriormente, uma vez que cabe aos entes federados prezar pela saúde da população.
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela concorrência dos Executivos nacional, estaduais e municipais para a gestão do combate à pandemia, mas que há um "hierarquia" nisso. A decisão estadual supera a municipal em caso de conflito.
Medioli destacou que as novas variantes do novo coronavírus têm um alto poder de transmissão e que a solução para esta pandemia está na vacinação. Na live, o prefeito pediu também que as pessoas colaborem com as medidas de restrição.
O prefeito também aproveitou a transmissão para fazer um apelo aos gestores. "Peço encarecidamente que não haja demissões. Segure essas pessoas. Nós faremos de tudo para que haja uma flexibilização e não se perca emprego. A perda de emprego é uma calamidade, nós não podemos aceitá-la, por isso pedimos a colaboração dos empregadores, porque no mês de abril receberemos a vacina e teremos o retorno à normalidade".
Medioli garantiu ainda que vai buscar a volta da flexibilização. "Tentaremos ver se alguns setores poderão flexibilizar, sem gerar aumento de risco. Temos, hoje, uma rede que vive da venda de produtos considerados não essenciais, mas que hoje estão impedidos de trabalhar - não por determinação nossa, mas do governo do Estado. Entendemos que, se mantivermos o cumprimento das normas, seguindo as medidas de biossegurança corretamente, não vamos aumentar as contaminações. O que aumenta o contágio são as aglomerações, as festas, o consumo de bebidas alcoólicas fora de casa", destacou.
O que pode funcionar na Onda roxa
- Setor de alimentos (excluídos bares e restaurantes, que só podem via delivery);
- Serviços de Saúde (atendimento, indústrias, veterinárias etc.);
- Bancos;
- Transporte Público (deslocamento para atividades essenciais);
- Energia, Gás, Petróleo, Combustíveis e derivados;
- Manutenção de equipamentos e veículos;
- Construção civil;
- Indústrias (apenas da cadeia de Atividades Essenciais);
- Lavanderias;
- Serviços de TI, dados, imprensa e comunicação;
- Serviços de interesse público (água, esgoto, funerário, correios etc.)
Restrições da onda roxa
- Funcionamento apenas de serviços essenciais;
- Toque de recolher entre 20h e 5h;
- Proibição de circulação de pessoas sem o uso de máscara, em qualquer espaço público ou de uso coletivo, ainda que privado;
- Proibição de circulação de pessoas com sintomas de gripe, exceto para a realização ou acompanhamento de consultas ou realização de exames médico-hospitalares;
- Existência de barreiras sanitárias de vigilância;
- Proibição de eventos públicos ou privados;
- Proibição de reuniões presenciais.
Minas Gerais passa pelo pior momento desde o início da pandemia.
CONTROVÉRSIA
O deputado estadual Leandro Genaro, da Igreja do Evangelho Quadrangular publicou agora a tarde um vídeo afirmando que conversou com o secretário de Estado de Governo Igor Eto, que garantiu que a posição do Governo de Minas sobre as igrejas é a mesma, ou seja, que nada mudará com esse novo decreto da onda roxa. "As igrejas poderão continuar com as atividades normalmente, mas levando em conta as ORIENTAÇÕES DO MUNICÍPIO, seguindo os protocolos...".
Tal vídeo viralizou nas redes sociais e tem levado vários pastores a acharem que poderão realizar cultos presenciais, o que na verdade em Betim estão proibidos pelo decreto municipal.
Publicado por:
Jornal O Evangelho
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