A capital paulista foi palco, nesta quinta-feira (4), da 34ª edição da Marcha para Jesus. Sob o tema “Todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus é o Senhor”, a mobilização reuniu uma multidão — estimada em mais de um milhão de pessoas — que percorreu cerca de 3,5 quilômetros entre a Estação da Luz, no centro, e a Praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira (FEB), na zona norte.
Presidido pelo apóstolo Estevam Hernandes, o evento contou com estrutura de oito trios elétricos e uma programação que mesclou momentos de oração com apresentações de grandes nomes da música gospel, como Aline Barros, Gabriela Rocha e Renascer Praise.
Além do caráter religioso, a Marcha consolidou-se como um importante termômetro político. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), participaram ativamente do ato. Tarcísio reforçou pautas conservadoras ao declarar que “São Paulo é do Senhor Jesus” e defender uma transformação social baseada na fé. Nunes, por sua vez, aproveitou o espaço para elogiar a atuação do governador e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), destacando a defesa comum de valores como a família e o combate às drogas.
Flávio Bolsonaro utilizou o palanque para elevar o tom político, classificando o cenário atual como uma “guerra espiritual”. Em seu discurso, o senador afirmou que o “mal” será removido do governo federal e pediu orações pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, reforçando o slogan “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”.

Também presente, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, adotou um tom menos político, enfatizando que a luta dos cristãos deve ser focada em valores espirituais e não contra pessoas.
Diferente de anos anteriores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não compareceu ao evento. Segundo fontes ligadas ao Planalto, a ausência teve como objetivo preservar a natureza religiosa da Marcha e evitar que a presença do chefe do Executivo fosse interpretada como uma estratégia de campanha. Em seu lugar, o governo enviou o advogado-geral da União, Jorge Messias, que transmitiu uma mensagem oficial do presidente ao público presente.

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