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Na noite de domingo, 2 de março, Los Angeles foi palco de uma vitória histórica para o cinema brasileiro. Sob a direção de Walter Salles Jr., o longa "Ainda Estou Aqui" levou para casa o Oscar de Melhor Filme Internacional, marcando a primeira conquista do Brasil nesta categoria.

"Ainda Estou Aqui" superou concorrentes de peso, como "A Garota da Agulha" (Dinamarca), "Emilia Pérez" (França), "A Semente do Fruto Sagrado" (Alemanha) e "Flow" (Letônia). A tão esperada vitória foi anunciada pela atriz Penélope Cruz, que destacou a importância da obra no contexto do cinema mundial.

O filme, que narra a vida de uma matriarca que enfrenta o luto e a incerteza após o desaparecimento do marido, vitimado por integrantes das forças armadas durante a Ditadura Militar no Brasil, foi aclamado não apenas pelo seu conteúdo emocional, mas também pela sua relevância histórica.

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Além de Melhor Filme Internacional, "Ainda Estou Aqui" recebeu três indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme e Melhor Atriz, com Fernanda Torres no papel principal. Embora a atriz tenha sido indicada na categoria, o prêmio de Melhor Atriz foi para Mikey Madison.

A trajetória do cinema brasileiro em busca do reconhecimento internacional não é nova. Diversos filmes já haviam competido pelo Oscar, como "Cidade de Deus", "Central do Brasil", "Uma História de Futebol", "Lixo Extraordinário", "O Sal da Terra", "O Menino e o Mundo", "O Touro Ferdinando", "Democracia em Vertigem", "O Pagador de Promessas", "O Que É Isso, Companheiro?", "O Beijo da Mulher Aranha" e "O Quatrilho".

FONTE/CRÉDITOS: Jornal O Evangelho