O fundador da organização autodenominada "Igreja de Lúcifer", identificado como Bruxo Paulo, foi executado a tiros no Ceará. O crime ocorre em um momento em que a vítima aguardava, em liberdade, o julgamento de um processo criminal no qual era réu.
Paulo, que havia inaugurado a instituição no início de 2024, tinha uma audiência de instrução marcada para o dia 4 de dezembro de 2026. O histórico recente da vítima era marcado por episódios de conflito com as autoridades.
Em 15 de março de 2025, Paulo foi detido em seu estabelecimento comercial após uma ocorrência envolvendo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Segundo registros policiais da época, equipes da Polícia Militar foram acionadas para dar suporte a um socorrista que relatou ter sido ameaçado.
Durante a abordagem, Paulo teria insultado policiais e oferecido dinheiro para evitar a prisão. O episódio resultou na abertura de investigações por crimes de ameaça, desacato, corrupção ativa e conduta homofóbica.
Embora tenha sido liberado após audiência de custódia, mediante pagamento de fiança e medidas cautelares, ele se tornou oficialmente réu em 30 de junho de 2025, respondendo por injúria racial, ameaça, desacato e corrupção ativa.
Nas redes sociais, Paulo mantinha uma presença ativa, utilizando as plataformas para difundir as atividades da "Igreja de Lúcifer". Em suas publicações, o fundador compartilhava imagens de cerimônias e eventos, além de realizar convites abertos para atrair novos membros à organização.
A Polícia Civil deve investigar a autoria e a motivação do homicídio.

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