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Duas meninas morreram em consequência de um desafio viralizado no TikTok. O caso, considerado como homicídio culposo, aconteceu nos Estados Unidos, onde a plataforma está sendo processada. Um escritório de advocacia sediado nos Estados Unidos, que representa as famílias das vítimas, entrou com uma ação civil contra a empresa de aplicativo em um tribunal de Los Angeles.

A brincadeira de mau gosto, é mais um desafio entre jovens pela internet. Nesse em questão, os jovens compartilham vídeos de sufocamento até perderem a consciência. De acordo com a defesa, o aplicativo expôs Lalani Erika Walton , de 8 anos, e Arriani Jaileen Arroyo, de 9 anos, a vídeos associados a uma tendência conhecida como Blackout Challenge (Desafio do Apagão, em tradução literal), que estimula o participante a perder a consciência.

O caso acendeu um alerta no mundo inteiro, principalmente para os pais que permitem que os filhos brinquem na plataforma.

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Esse não é o primeiro caso envolvendo desafios na internet. Recentemente, uma brincadeira chamada “Desafio Euphoria”, em referência à série da HBO, a “trend” consiste em raspar pó de corretivo e inalar, simulando o uso de cocaína, tem preocupado muito os médicos. Outros desafios perigosos viralizaram e não terminaram bem para muitos internautas, como por exemplo:

Quebra-crânio ou roleta humana, o desafio da rasteira é extremamente perigoso. No início de 2020, vários jovens reproduziram o desafio, que consistia em três jovens em pé, lado-a-lado. Os dois primeiros pulam ao mesmo tempo e convidam o terceiro a pular, mas aplicam uma rasteira surpresa.

O desafio da baleia azul, que se tornou popular depois que jovens ao redor do mundo todo começaram a passar por episódios de automutilação e até suicídio. Em resumo, o desafio listava 50 desafios que deveriam ser cumpridos para o jogo ser vencido, mas incluía ações que colocavam em risco as vidas dos próprios desafiantes.

Desafio da Canela, onde a pessoa precisa engolir uma colher de sopa de canela em pó, a seco, sem se engastar. Apesar de poder parecer inofensiva, no entanto, a experiência causa dores e pode provocar asfixia e muitas outras brincadeiras perigosas.

O Psicólogo Rodrigo Nery explicou que a viralização de desafios na internet pode ser interpretada como uma maneira dos adolescentes se integrarem a grupos sociais. “A adolescência é uma fase marcada pela curiosidade, pela necessidade de pertencimento a um grupo, pela incapacidade de não perceber as consequências de seus atos e consequentemente. Com isso, acontece a adesão”, explica.

 

DICAS DE SEGURANÇA DA POLÍCIA FEDERAL PARA OS PAIS

1 – Estreitar o vínculo de amizade e cumplicidade com seus filhos e sempre perguntar sobre as atividades desenvolvidas no dia.

2- Ter conhecimento básico de internet e computação, principalmente sobre redes sociais, para instruir os filhos.

 – Supervisionar o acesso dos filhos à internet de forma discreta e não ostensiva. Melhor caminho é sempre o diálogo e orientação.

4 – Alertar e conscientizar os filhos sobre os perigos que existem na internet.

5 – Importante a conscientização para não compartilharem de maneira exagerada informações pessoais.

6 – Ter o consentimento da criança e do adolescente para acessar o perfil nas redes sociais.

7 – Deixar, se possível, o computador num cômodo público e visível da casa para que, em qualquer momento, possa ser visualizado o que os filhos estão acessando.

8 – Não permitir que os filhos fiquem muitas horas conectados à internet

 

DICAS DE SEGURANÇA DA POLÍCIA FEDERAL PARA OS FILHOS

1 – Nunca incluir nas redes sociais informações pessoais de maneira exagerada

2 – Não postar fotos em excesso

3 – Nunca incluir desconhecidos em contatos

4 – Preservar a intimidade ao máximo

Com informações de The Christian Post, Comunhão e Polícia Federal

FONTE/CRÉDITOS: Jornal O Evangelho