Cerca de 200 famílias de Betim e Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, serão retiradas de suas casas para a realização das obras do Rodoanel.
A desapropriação deve custar R$ 1,2 bilhão, segundo o secretário de Estado de Infraestrutura e Mobilidade de Minas Gerais (Seinfra), Fernando Marcato.
Termina nesta segunda-feira (22) prazo para consulta pública sobre as obras do Rodoanel Metropolitano de Belo Horizonte. O projeto, que pretende aliviar o trânsito no Anel Rodoviário, vai custar R$ 4,5 bilhões.
A Vale irá bancar R$ 3,5 bilhões deste montante, como prevê o acordo bilionário fechado com o governo de Minas Geraispara reparação dos danos causados pelo rompimento da Barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
O restante será custeado pelo pedágio que será cobrado pela empresa que terá a concessão da estrada, que será de 30 anos.
As obras devem começar em março de 2023e as principais alças devem ser entregues daqui a cinco anos (veja o cronograma completo abaixo).
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Vegetação de Cerrado no Parque Estadual Serra do Rola-Moça. — Foto: Divulgação
Uma das questões que preocupam ambientalistas é a construção de parte da pista no Parque Estadual do Rola Moça e na Serra da Calçada. No projeto, o trecho da alça sul passa por esses dois locais.
O governo informou que túneis e viadutos estão previstos para diminuir o impacto na fauna e na flora locais. Além disso, discussões entre governo e representantes de entidades ambientais estariam em andamento para buscar soluções mais sustentáveis.
O licenciamento ambiental da obra deve ser liberado em março de 2023, data prevista para o início das obras.


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