Uma briga por causa de vagas em estacionamento em um condomínio no bairro Chácaras São José, em Betim, terminou com ameaças com arma de fogo e um idoso preso por porte ilegal de armamento e ameaça, na noite deste sábado (9). O suspeito, um idoso de 67 anos, apontou a arma para uma moradora de 38 anos por não querer que ela estacionasse em uma vaga comum do condomínio.
De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, a confusão começou depois que a mulher estacionou seu veículo em uma área comum do condomínio e o idoso pediu que ela retirasse o carro, porque aquele seria o local em que o filho dele estacionaria.
A mulher falou para ele rebocar o carro e foi para sua casa. Depois disso, segundo ela, o suspeito e o filho dele estacionaram dois veículos na porta do carro dela, impedindo que ela saísse do local. A mulher acionou a síndica do condomínio, que teria informado que o idoso já tinha relatado o caso para ela e que ele estava muito nervoso e dizendo que se mataria, mas antes mataria alguém.
Pai e filho retiraram os veículos por volta de 21h30, mas depois os colocaram novamente no mesmo local. Sem solução para o problema, um irmão da mulher que teve o carro bloqueado tentou retirar o veículo mesmo assim, mas bateu em um poste. Ao ouvirem o barulho, o idoso saiu de casa muito nervoso, dizendo que "meteria fogo em 10 pessoas" e que não sobraria ninguém vivo. Ele apontou a arma para a moradora que fez um vídeo do momento e mostrou aos militares.
O suspeito alegou aos militares que ao ouvir o estrondo achou que tinham batido em um carro da propriedade dele. Ainda na versão do suspeito, o homem que bateu o veículo e outros irmãos da mulher foram para cima dele dizendo palavrões e estavam visivelmente bêbados.
Eles teriam dito que iriam pegá-lo, destruí-lo e que arrancariam todas as plantas da frente da casa do idoso. O suspeito disse que pegou a arma para se defender e que ficou com ela apenas na cintura, no entanto, em um vídeo feito pela moradora os militares viram que ele apontou a arma para as vítimas. Quando a polícia chegou ao local, os irmãos da mulher citados pelo suspeito não estavam no local.
O idoso estava consumindo bebida alcoólica e aparentava embriaguez quando os militares chegaram. Ele tinha olhos vermelhos, hálito etílico, andar cambaleante e fala desconexa. O homem disse que adquiriu a arma por ser marido de uma juíza e precisar desta segurança. O registro do armamento estava vencido, por isso a arma e as 16 munições foram recolhidas. O caso foi encaminhado à Polícia Civil.

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