Líderes conservadores da Igreja Metodista Unida estão planejando uma nova denominação contra o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo. A Igreja Metodista Global terá sua doutrina baseada na Bíblia, que considera a homossexualidade pecado.
A nova denominação poderá acelerar o processo de dissolução da Igreja Metodista Unidas por conta das diferentes abordagens para a inclusão da comunidade LGBT. De acordo com a CBN News, a divisão da igreja já era esperada, já que os membros têm divergido há anos sobre o assunto.
Os líderes que estão organizando a Igreja Metodista Global já lançaram um novo site que afirma que a nova denominação permitiria às mulheres serem ordenadas em todos os níveis e que buscariam uma adesão “étnica e racialmente diversa”.
Em relação às questões LGBT, os organizadores disseram que a denominação iria aderir ao “entendimento tradicional do casamento cristão como uma aliança entre um homem e uma mulher e como o ambiente pretendido por Deuspara a expressão sexual humana”.
Uma delegação convocada em fevereiro de 2019, em St. Louis, votaram para que uma proposta de um Plano Tradicional fosse implementado para proibição de práticas pró-LGBT. Foram 438 delegados favoráveis, contra 384 contrários.
Um dos integrantes da nova denominação afirmou que “isso não é uma saída, mas uma reestruturação da Igreja Metodista Unida por meio da separação”.
A proposta, chamada de Protocolo de Reconciliação e Graça por Separação, prevê uma separação amigável em que as igrejas conservadoras formando uma nova denominação manteriam seus ativos, incluindo propriedades da igreja. A nova denominação também receberia US$ 25 milhões.
A proposta de separação tem algum apoio de alto nível, inclusive do Conselho dos Bispos.
Formada por uma fusão em 1968, a membresia da Igreja Metodista Unida totaliza cerca de 13 milhões em todo o mundo, incluindo 7 milhões nos Estados Unidos.

Comentários: