O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) decidiu arquivar o inquérito que investigava o pastor Mário de Oliveira, presidente nacional da Igreja do Evangelho Quadrangular, por falta de provas suficientes para sustentar qualquer acusação criminal. A decisão marca o fim de um caso que ganhou notoriedade no ano passado, especialmente no meio gospel, quando Oliveira foi acusado de abusos sexuais cometidos quando a denunciante era menor de idade.
Após a divulgação das denúncias, E.B.S.R, relatou à Polícia Civil ter recebido ameaças de um suposto pastor que se dizia agir em nome de Oliveira. Em contrapartida, uma outra mulher, que se apresentou como ex-esposa de um ex-pastor da igreja, gravou vídeos nas redes sociais defendendo Mário de Oliveira e alegando que parte das acusações eram fabricadas. Nas gravações, que alcançaram milhares de visualizações, ela apresentou supostas mensagens e áudios, afirmando que houve manipulação com motivos políticos e financeiros.
O Ministério Público ressaltou que nenhuma das mensagens apresentadas foi validada e que não havia comprovação de autoria ou materialidade que sustentasse as denúncias. Assim, o caso, que tramitava na Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e do Tribunal do Júri da Comarca de Montes Claros (MG), foi encerrado. A decisão foi assinada pelo promotor Daniel Lessa Costa e homologada pelo juiz Fábio Santos Costa.
“Esgotada a produção probatória, não restou suficientemente demonstrada a materialidade delitiva”, declarou o promotor no parecer de arquivamento. O documento também observou que as testemunhas ouvidas não apresentaram provas diretas, limitando-se a relatos de percepções e suposições.
O juiz destacou que não havia elementos mínimos para a abertura de ação penal, enfatizando que a única conduta recente atribuída ao investigado era a suposta mensagem mencionada, sem comprovação documental.
Em comunicado, líderes da denominação enfatizaram a importância de “não julgar antes do tempo” e confiar nas instituições. Em entrevista ao portal O Fuxico Gospel, o teólogo e pastor João Carlos Ramos comentou que “o caso mostra o quanto o julgamento precipitado pode ferir reputações e dividir o povo de Deus. A Bíblia ensina a examinar tudo e reter o que é bom.”
A Igreja do Evangelho Quadrangular reafirmou sua confiança na Justiça, afirmando que “a verdade prevaleceria com o tempo”.

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