Na manhã desta terça-feira, 16 de dezembro, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), em parceria com a Polícia Militar e o apoio do Exército Brasileiro, deflagrou a Operação Vulcano. O objetivo da ação é desarticular uma organização criminosa dedicada ao comércio ilegal de armas de fogo e munições em Betim, Contagem, Belo Horizonte e Esmeraldas.
A operação cumpriu oito mandados de prisão preventiva e 23 mandados de busca e apreensão em endereços residenciais, estabelecimentos comerciais especializados na venda e manutenção de armamentos, além de um clube de tiro. As ações resultaram na prisão de 13 pessoas e na apreensão de uma quantidade significativa de armas, munições e dinheiro.
Durante a operação, foram confiscadas 25 armas de fogo de diversos calibres, 750 munições, R$ 60.542,00 em espécie, 20 porções de substância semelhante a drogas, além de equipamentos eletrônicos, uma máquina de recarga de munições e duas balanças.
As investigações, que tiveram início no primeiro semestre de 2025, revelaram que um dos alvos, registrado como Caçador, Atirador e Colecionador (CAC), desviava munições do comércio regular para organizações criminosas ligadas ao tráfico de drogas e a crimes violentos. Entre os materiais desviados, foram encontrados milhares de cartuchos para armas de alta energia, como fuzis calibres 5.56 e 7.62, além de munições calibre 9 mm para pistolas semiautomáticas de uso restrito.
Além disso, foi identificado que alguns investigados atuavam como receptadores de armas apreendidas por forças de segurança, mas que foram desviadas ilegalmente dos locais de depósito.
A operação mobilizou 126 policiais militares, nove militares do setor de Fiscalização de Produtos Controlados do Exército Brasileiro e servidores do Gaeco, evidenciando a força-tarefa em prol da segurança pública.

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